Tirantes Protendidos


Tirantes protendidos: são elementos sub-horizontais ou verticais utilizados para auxiliar na contenção de taludes ou lajes de sub-pressão. São compostos por um elemento resistente a tração (cordoalhas, fios ou barras de aço) que é introduzido dentro de uma perfuração, sendo esta preenchida com calda de cimento.

Após o tempo necessário para a solidificação da calda de cimento é aplicada uma força pré-tensionando todo o conjunto.

Seus componentes são:

Trecho ancorado: é o segmento que efetivamente fica solidificado e que transmite os esforços de tração do pré-tensionamento para o terreno.

Trecho Livre: é o segmento que se alonga livremente durante a aplicação do pré-tensionamento, transferindo as cargas de pré-tensão para o trecho ancorado.

Cabeça de protensão: é o componente que permite a aplicação das cargas para o pré-tensionamento das cordoalhas, fios ou barras, garantindo a manutenção desta carga durante a vida do tirante.

O procedimento executivo inicia-se com a realização da perfuração através da introdução de tubos de revestimentos dotados de uma ferramenta de corte na sua extremidade inferior (Sapata). Concomitantemente a rotação do revestimento, procedemos com a injeção de um fluído (água, ar, lama ou polímero), que retorna para a superfície pelo espaço anelar deixado entre o revestimento e o maciço. Caso a geologia seja estável, garantindo que as paredes da perfuração não colapsem, podemos substituir os revestimentos por brocas especiais de perfuração, aumentando a velocidade de execução.

Concluída a perfuração instalamos o tirante, o qual deve estar previamente montado, e procedemos com a injeção da calda de cimento para preenchimento da perfuração. Esta procedimento é denominado injeção da bainha. Em algumas situações, podemos primeiro executar a injeção da bainha e, posteriormente, instalar o tirante na perfuração.

Após a pega da calda de cimento injetado para a execução da bainha, procedemos com a injeção do trecho ancorado através de válvulas distanciadas a cada 50 cm ao longo de todo seu comprimento. Estas válvulas, também denominadas “manchetes”, permitem o fluxo de calda de cimento em apenas um sentido, possibilitando que o material injetado fique confinado num ponto específico do trecho ancorado, garantindo a execução de bulbos que incrementarão a resistência a tração do tirante, possibilitando sua perfeita ancoragem no terreno.

Extremamente importante salientar que as pressões e volumes de injeções devem ser rigorosamente controlados de forma a não interferir em construções próximas ou propriedade de terceiros.

Após certo tempo mínimo de cura, que deverá ser coerente com tipo de cimento, procedemos com os testes (ou ensaios) em cada um dos tirantes conforme procedimentos prescritos nas Normas Técnicas Brasileiras, especificação NBR5629 / 2006. Obviamente existem inúmeras variantes executivas para a execução dos tirantes protendidos, as quais devem ser compatibilizadas com a geologia, requisitos de projeto, normas técnicas, disponibilidade de equipamentos e exigências do contratante, devendo estas serem seguidas na integra.